terça-feira, 28 de setembro de 2010

CONTADOR DE HISTÓRIAS


Eis que os olhos tristes sorriram novamente
Agindo de forma insistente, omitindo o que pra si é claro
periodicamente raro
diversificam na fraqueza do olhar constantemente sinceros
conduzindo o movimento profundo
do coração estribundo que já não sabe sonhar
Transmite ele aos olhos sua verdade fatal
e cabe a ele entender o que se julga real
O que ilusão for cabe a ambos escolher
se serão fortes o bastante para deixá-los crescer
Quando perdido for mais lágrimas cairão
caso seja alcançado as mesmas rolarão
Olhares ligados aos fatos que contam sua história
narrada por quem o sente
A alma do ser vivente, o coração que não sabe chorar
E simplesmente implora
livre de mim a dor
Preencha-me com o calor dos olhos da história que se renova
envolvo-me na perfeição, ligo-me a razão
e tudo será diferente
Já não sentirei o gosto das lágrimas
ambas serão enxugadas antes de chegarem ao chão
e o meu bem quisto guia
contador de histórias reais
sorrirá novamente sem precisar omitir
serão olhares sinceros difíceis de se conter
por que eles já não estarão tristes
só esperam permanecer

E eis que os olhos sorriram novamente...
e mais uma vez!

Po T.

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